Quarta-feira, 25.01.12

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música: Adriana Calcanhoto - Vambora
publicado por cronicasdemariarita às 01:19 | link do post | comentar
Sexta-feira, 20.01.12

Terceira voz

Escrito a 31 de Outubro de 2011 na minha agenda:

 

Hoje é o teu aniversário. Lembras-te do que à um ano atrás te escrevi? Que a tua personalidade deliciava-me… Aquela tua unicidade sã, que hoje, para mim, é a revelia do meu mau estar.  Estou negativa, toda num pólo negativo e preto, tudo me cai, tudo me espede, vai em direcção ao chão, perfurando todas as camadas que há em mim mesma e funde mais a cratera que puseste na minha pessoa. Tenho um estado de nervos calorosos, tenho saudade, tenho paixão, tenho raivas e ilusões. É tudo por hoje já nada haver.

Enquanto embebedo-me nestas palavras que pr’aqui  expulso, paira-me a dor.

Se ao menos esta árvore deixasse a luz do sol rasgar-lhe o seu enfolhamento. Se ao menos eu ficasse iluminada. Se ao menos esta dor misturada fosse soprada pelos ventos… Aí ficaria com força e com inspiração. E se ao menos soubesse que hoje ainda pensavas em mim ou se ao menos tivesses pensado duas vezes… Eu tinha o mundo para te dar, as estrelícias e a pureza da água. Só há frio neste dia de outono invernil, folhas secas desvarridas. Os mosquitos batem estupidamente as asas num canto e fazem ziguezagues sem lógica, não os compreendo. Vivem à mercê da sua natureza. Talvez seja essa a minha solução, descobri um caminho: o da natureza. Estou cada vez mais perto de descobrir para onde vou, quem sou eu afinal… Vejo o manto preto a deslizar, vejo as sombras a alongarem-se enquanto o sol me põe, devem querer ir embora, deixando-me a paz e o perdão.

Fora isto, detesto a mediocridade e o retrocesso deste país sem cor. Não há formosura que o cure de uma depressão comum as todas estas pessoas envoltas de escuridão. São as vidas do povo, a vida de cada um de nós, são problemas vãos que nos empatam e dão-nos antipatia. Depois, não há acaso de alegria que liberte estes e esta gentalha roliça cheia de podridão (estava na faculdade).

 

 

publicado por cronicasdemariarita às 00:11 | link do post | comentar
Domingo, 30.10.11

De mim para ti.

Nenhum tempo meu é capaz de esquecer-te do tempo que me esqueceu.

Abraços as horas e os minutos que tenho de lembranças tuas. Toca-me o vento numa carícia breve e suave, é a memória do teu beijo e a minha alma num desassossego.  Acredito sem finidade lógica de que o passado um dia cruzar-se-á connosco.

O instante em que transformaste o nosso amor em passadoé o presente da minha esperança. O futuro ainda será o nosso tempo, aquele que a nós pertence. Acredito. Eu e tu.

 

Mas, hoje, tudo o que tenho é o teu nome, é tudo o que tenho…

Chamo por ti, não me ouves, faço eco de uma vida mental de outrora real, nada existe.

 

 

Fecho os olhos da mágoa a ver o sonho em que estivemos. Sonho ao teu lado e acordada existo. Recebo um amor que já não há e em que insisto. Quero o teu mando de carinho, o teu sorriso e ouvir-te dizer que sou linda, um anjo pela manhã que voa sem asas.

Os meus olhos fechados vêm aquilo que se vê. O nada, o tudo, o preenchimento com que me habituei a preencher numa escuridão oca. É esta a minha sorte. Alma penada que vagueia num deserto. Está frio e continuo a lembrar-me do teu aconchegar. E o cheiro de Lisboa molhada é uma saudade, é querer regressar.

Não há mais areia movediça que me engula, que me torture. Na verdade, esse é o efeito doce e leviano face a todo o sofrimento que por ti ainda tenho. Sou uma branca sem paz. Tenho o olhar redondo, excomungado, esbugalhado e confuso. Espasmo uma apatia. Não me reconheço e estou sem definição valorativa. Já nada me surpreende, já nada me faz acreditar. Tu foste e serás.. 

publicado por cronicasdemariarita às 01:54 | link do post | comentar
Sexta-feira, 21.10.11

As minhas palavras, a expressão da minha alegria.

Que é feito do nosso amor?

 

Onde é que está?

 

Se pergunto é porque já não existe. Porque não eterno.

 

Eu só tenho saudade.


Uma saudade imensa. De te ouvir cantar. De sentir os teus passos. O teu beijo. O teu rosto. Uma barbinha que me acariciava…

 

Quero-te tanto como te quero esquecer.

 

É tudo contraditório. E tudo isto sabe-me mal. Amarga-me tudo. Amargurada ando.

 

Sei que o teu sentimento de partida não foi de todo afincado por ti.

 

 

 

 

 

Prova é saberes de mim. Prova é fugires e incomodares-te por uma suposta presença.

Isto nunca mais vai parar. Isto nunca mais vai parar.

Não para, eu nunca desisti. Ainda te sinto à distância. Ainda te escrevo.

Vivo mergulhada nesta dor infinita.

 

 

 

 

 

 

Amor tu desististe

No dia em que partiste

Amor,

Vivo neste terror.

Tenho saudades de te sentir.

Hoje já não te vejo a sorrir.

Nos retratos do presente.

Estou no meio de um tremor,

Vejo-me condenada a esta infelicidade.

Quero acordar e sentir a tua cama quente

Quero viver outra realidade..

Deus me ajude

e que todos os santos me oriente.

sinto-me:
publicado por cronicasdemariarita às 02:38 | link do post | comentar
Quarta-feira, 10.08.11

Tempo doloroso da saudade

Nenhum tempo meu é capaz de esquecer-me do teu tempo que me esqueceu.

 

Abraço as horas e os minutos de lembranças tuas, aconchego-as ao peito.

 

Toca-me o vendo numa carícia breve e suave, toca-me onde a tua mão passou.

 

Sinto-me nua, sem qualquer protecção.

 

Beija-me o sol que me aquece. 

 

São memórias de beijos teus.

 

Acredito sem finidade lógica de que o passado cruza-se com o presente.

 

Lembras-te daquele instante em que transformaste o nosso amor em passado?

 

O meu presente é a esperança, a transformação do futuro num tempo seguinte, aquele que a nós pertence.

 

Eu e tu. Um dia iremo-nos cruzar, para sempre...

 

O teu nome é tudo o que tenho. O teu nome feito de recordações intensas é tudo o que tenho.

 

Chamo, choro por ti. Não ouves, chamo uma vida que não me pertence.

 

É melhor fechar os olhos para não mais chorar.

 

É melhor fechar os olhos e ver o que se vê quando os fechamos.

 

Eu na minha escuridão entregue à solidão e à dor, na ausência, na mágoa, o nada completo, tudo... 

 

música: Stereophonics - don't let me down
publicado por cronicasdemariarita às 16:15 | link do post | comentar

Para quê?!

"PARA QUÊ?! Tudo é vaidade neste mundo vão ... Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada! E mal desponta em nós a madrugada, Vem logo a noite encher o coração! Até o amor nos mente, essa canção Que o nosso peito ri à gargalhada, Flor que é nascida e logo desfolhada, Pétalas que se pisam pelo chão! ... Beijos de amor! Pra quê?! ... Tristes vaidades! Sonhos que logo são realidades, Que nos deixam a alma como morta! Só neles acredita quem é louca! Beijos de amor que vão de boca em boca, Como pobres que vão de porta em porta! ... "

música: George benson - summertime
tags: ,
publicado por cronicasdemariarita às 16:14 | link do post | comentar
Quinta-feira, 30.06.11

Frases soltas

VIDA


Viver a vida é a arte que está no sentir com sabedoria. A vida pertence-lhes, artistas sábios.

publicado por cronicasdemariarita às 21:45 | link do post | comentar
Segunda-feira, 27.06.11

O meu poema, de mim para ti. O nosso amor, concreto e definido na sua indefinição.

O que é o amor?

É guerra em terreno húmido

É  também saudade

É telepatia

Harmonia silenciosa

É desejar, dedicar, aconselhar

É querer viver a vida em sintonia

É viver o fantástico e despejar a realidade pr’a fora de um sonho

É gritar mais alto num só Óóooohh

Grito

É possível e ter impossível para dar

É acreditar nos sonhos

É elevar à grandeza

Dois seres num só

Mas as histórias nunca são belas

São vidas que se cruzam num jogo

Ou num campo de batalha

O amor é guerra

É fogo na cama

Aqui, vencem os dois.

O amor é guerra

Quando se deseja abarcar território

Quando deixa de ter a sua essência

E aí alguém vence.

Que episódio. Uma transgressão ao amor e à vida.

Não ao último.

 

música: Tiziano Ferro - Sere nere
tags:
publicado por cronicasdemariarita às 00:30 | link do post | comentar
Sexta-feira, 24.06.11

Segunda voz

Desespero, desnorte, sem razão:

 

Amor, onde estás? Amor porquê que partiste?


Amor, tu nem sabes que o és.


Tenho aquele vazio. Tenho a prova da minha magreza. Tenho palavras profundas que se afundam e que me esganam. Morro de embaraço, morro de sufoco, morro emocionada.


Sou uma inútil. Deixei-me levar pelo vento do teu capricho. Desculpa. Vivo, penso, mexo-me. Por ti. Gemo. Quando te vejo no canto do meu beijo, guardo-o, tremo.

 

Estás longe. Estás perto. Mais fujo, mais te sinto. Mais sinto e mais de odeio. Tanto te quero.

 

Retrocesso. Porquê que andaste para trás enquanto julgas seguir em frente. E com isto disseste-me adeus.

Deus, Deus, Deus. Anjos. Virgem Maria. Santo António. Repense-me. Oriente-me. 

publicado por cronicasdemariarita às 21:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Never mind, I'll find someone like you

 

 

Someone Like You

I heard that you're settled down
That you found a girl and your married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things, I didn't give to you

 

Old friend
Why are you so shy
It ain't like you to hold back
Or hide from the light

 

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over

 

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah

 

You'd know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised in a summery haze
Bound by the surprise of our glory days

 

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over yet

 

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah

 

Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes they're memories made
Who would have known how bitter-sweet this would taste

 

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg, I remembered you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead

 

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too
Don't forget me, I beg, I remembered you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah, yeah
publicado por cronicasdemariarita às 21:27 | link do post | comentar

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